Acabou a luz, uma vela ou lampião para clarear a solidão
De alguém que está do outro lado dessa cidade.
Que tem tanta gente, mas sei que ao seu lado essa ansiedade.
Vai passar...
A chuva que cai, suas gotas já não me molham mais.
Fechei a janela.
Mas a porta vai está sempre aberta.
Pro amor.. Chegar.
Que aqui no meu peito tem morada certa uma casa um palácio um lar.
Falta luz, todos gritam sem explicação e quando ela volta é como um grito de gol uma vibração.
Eu não sei explicar, eu não sei mais dizer o que eu sinto.
Por isso desenho meus pensamentos soltos no papel.
Queria dizer, pode entrar no meu peito, você aqui dentro não paga aluguel.
Mas finjo ser feliz pra ter a certeza de que todos duvidam de mim.
De quem esconde os seus medos com medo de não conseguir enxergar que não passa de um cara normal.
Que só tenta pensar em rimas e palavras bonitas que possam encaixar.
Nos meus versos que escrevo pra você ler, mesmo sabendo que nem vai olhar.


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